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setembro 11, 2017

Arquiteto vai apresentar Núcleo de Referência em Tecnologia da Madeira

Arquiteto Marcelo Aflalo

Para unir todas as pontas envolvidas na construção sustentável – setor de base florestal, indústrias, universidades e consumidores finais – um grupo de especialistas decidiu criar o Núcleo de Referência em Tecnologia da Madeira, que será o primeiro no Brasil, com a missão de divulgar o uso intensivo da madeira de maneira nobre e qualificada. Esse será o tema do arquiteto Marcelo Aflalo, coordenador geral da iniciativa, durante o 4º Simpósio Madeira & Construção, que acontece entre os dias 20 e 21 de setembro, em Curitiba (PR)

De acordo com Aflalo, o Núcleo não tem restrições de participantes e pretende reunir arquitetos, engenheiros, empresários, pesquisadores e pessoas interessadas no tema. “No  fim da cadeia estão os estudantes, que vão se inteirar de todas as possibilidades, das teses que foram desenvolvidas, de uma biblioteca competente, de palestras e outras ações, porque serão eles os responsáveis por formar a geração que, de fato, vai implantar a indústria da madeira no Brasil”, afirma.

Reunindo iniciativa privada, organizações do terceiro setor, profissionais ligados ao tema “construção com madeira” e instituições públicas, o grupo vai desenvolver, como primeira ação, um website para estimular a troca de informações. Segundo o arquiteto, a ferramenta “será basicamente um canal de comunicação entre o Núcleo e os beneficiários, que é toda a comunidade. Nele, teremos um espaço para contribuição de todos, definitivamente um canal de comunicação e troca”, destaca.

A ideia é que este portal, conforme Aflalo explica, seja constantemente atualizado por todos os envolvidos na cadeia e receba, aos poucos, filmes de técnicas, produtos ou projetos específicos. “O website não servirá como um portal da madeira, porque não tem essa vocação. A vocação dele é a de unir as pontas, porque queremos abrigar todas as tendências e possibilidades e fazer com que elas convivam e gerem um mercado em potencial. Hoje esse mercado não existe”, avalia Aflalo.

Depois de concluída esta etapa, o segundo passo do grupo é chegar à área da formação, oferecendo, a partir de outubro, palestras e pequenos cursos específicos, que utilizarão, entre outras coisas, um acervo com informações sobre madeira e fisiologia de cultura da madeira. Além disso, o grupo também projeta oferecer viagens e visitas às obras aos associados como forma de integrar as cadeias. A terceira frente de trabalho do Núcleo será a criação de um conselho para avaliar propostas ligadas a eventos e promoções específicas, para que seja possível viabilizá-las e garantir a participação geral dos beneficiários.

Atualmente, a sede é em São Paulo (SP), mas a proposta é que o Núcleo seja replicado a outros Estados, já que, segundo Marcelo Aflalo, essa é uma ação nacional. Além disso, cada Estado tem suas próprias questões ambientais, ecológicas e geográficas, e a  proposta do grupo é criar a ponte entre todos, fazendo com que as boas práticas de um contaminem os outros.

“Por isso, não faz sentido ter uma única sede. Faz sentido ter sedes em lugares que utilizem material comum, que possam contribuir com suas especificidades e que peçam apoio às outras sedes para ajudar no desenvolvimento local. Queremos descentralizar as ações”, comenta.

O projeto da sede de São Paulo será idealizado dentro dos mais modernos conceitos de sustentabilidade e para ser um local totalmente, autossustentável, com 80% dos elementos feitos em madeira e geração própria de energia. A proposta do Núcleo é que a construção funcione como um “show room”, mostrando as múltiplas possibilidades do uso da madeira.

O espaço terá área para exposição, xiloteca (que reúne amostras de madeira), salas para realização de oficinas de qualificação profissional e para reuniões. Haverá, ainda, prestação de serviços, como desenvolvimento de pesquisas e locação de ambiente para coworking. “Queremos que o Núcleo se torne referência para as organizações do setor produtivo, empresas, academia e cidadão”, completa Marcelo Aflalo.

Serviço

4º Simpósio Madeira & Construção
Data: 20 e 21 de setembro
Local: Auditório do Cifloma – campus Jardim Botânico da UFPR – Av. Prefeito LothárioMeissner, 632 – Jardim Botânico, Curitiba (PR)
Informações e inscrições: www.expomadeira.com.br

Fonte: Assessoria de imprensa da Apre – Interact Comunicação

setembro 4, 2017

Para engenheiro da Rewood, madeira tem alto potencial para a construção civil

Na avaliação de Calil Neto, falta divulgação de conhecimento nas universidades para que a madeira se torne mais popular

Calil Neto, engenheiro

Alto desempenho, custo relativamente baixo em comparação ao aço e o concreto, tempo de execução menor por conta da industrialização e alta qualidade. Esses são alguns dos motivos citados pelo engenheiro Calil Neto, sócio-diretor da empresa Rewood Soluções Estruturais em Madeira, para justificar a escolha da madeira como o material do futuro da construção civil. Durante a palestra “O Material do Futuro na Construção Civil”, marcada para acontecer no dia 21 de setembro, no 4º Simpósio Madeira & Construção, Neto vai explicar aos presentes os diferenciais dos produtos engenheirados provenientes de florestas plantadas para a construção civil, de que forma eles são feitos e as possíveis aplicações.

Segundo o engenheiro, hoje é possível utilizar a madeira em praticamente toda a construção, já que existe a possibilidade de se fazer grandes vãos com esse material. Mas para que isso aconteça, ele reforça: é fundamental que os arquitetos e engenheiros se especializem para entender as características dos produtos. “As faculdades praticamente não abordam o assunto e acabam deixando o recém formado sem muita experiência e sem muito conhecimento neste assunto. Assim, eles ficam sem força para utilizar a madeira. Quando eles conhecem, percebem o quanto o projeto é realmente inovador. Existem estruturas em madeira desde a década de 1900 em países da Europa, como Áustria e Alemanha. Esses países são o berço da madeira engenheirada. Mas é preciso  que os profissionais queiram entender a madeira para utilizá-la sem qualquer tipo de preconceito”, declara.

Sobre isso, ele ressalta em suas palestras que a madeira pode e deve ser utilizada na construção civil. E não só isso: ela tem grande potencial. Para que esse material se torne mais popular, é preciso quebrar o preconceito das pessoas, a “cultura dos três porquinhos”, para enxergar os milhares de benefícios. Para mudar esse cenário, ele avalia que é preciso intensificar os trabalhos dentro das universidades e também organizar eventos e simpósios para divulgar o material e torná-lo mais popular.

“Por isso a importância do Simpósio Madeira & Construção. O evento é fundamental para engenheiros, arquitetos e aqueles que estão interessados no assunto. No Brasil, não temos a cultura da utilização da madeira. Apesar do nome do nosso país remeter à madeira, somos o país que menos utiliza esse material. A partir de um evento como esse, conseguimos divulgar os benefícios e particularidades da madeira para que as pessoas entendam onde se pode chegar com este produto engenheirado na construção civil”, garante.

Serviço

4º Simpósio Madeira & Construção
Data: 20 e 21 de setembro
Local: Auditório do Cifloma – campus Jardim Botânico da UFPR – Av. Prefeito LothárioMeissner, 632 – Jardim Botânico, Curitiba (PR)
Informações e inscrições: www.expomadeira.com.br/

Fonte: Assessoria de imprensa Apre

agosto 17, 2017

Madeira é tão resistente quanto o aço

Engenheiro, Alan Dias

Escassez de água, poluição crescente, problemas com a biodiversidade. Esses são temas que vêm sendo discutidos no mundo inteiro na busca por soluções que possam mudar uma realidade preocupante. A pergunta que fica é: como cuidar do planeta e deixar um legado para o futuro? Na opinião de Alan Dias, engenheiro e sócio-diretor da empresa Carpinteria Estruturas de Madeira, de São Paulo (SP), um dos grandes problemas hoje é que o homem vem extraindo produtos que não são renováveis, mesmo existindo na natureza opções renováveis. “Recursos naturais não são infinitos, mas alguns são renováveis. Se continuarmos extraindo produtos que não são renováveis, em algum momento eles vão acabar”, garante.

É com base nisso que o engenheiro resolveu apostar numa forma sustentável de trabalhar na construção civil, apostando na utilização da madeira como material construtivo. Hoje, ele é um dos grandes incentivadores do tema no Brasil e um dos maiores especialistas no assunto. Por conta da vasta experiência, Dias será um dos palestrantes do 4º Simpósio Madeira & Construção, que acontece entre os dias 20 e 21 de setembro, no auditório do Centro de Ciências Florestais e da Madeira (Cifloma), localizado no campus Jardim Botânico da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

“A construção civil é a segunda economia mundial mais antiga, mas, hoje, é um completo caos, uma bagunça total, com poluição sonora e grande geração de resíduos. Numa obra, diversas pessoas estão fazendo um trabalho que poderia ter sido pré-fabricado. Além disso, o concreto é o segundo material mais consumido pela humanidade, algo pesado, de difícil transporte, que traz um gasto de energia imenso e que é responsável por 5% a 8% de toda a emissão de CO2 no meio ambiente. 47% da emissão de dióxido de carbono do mundo vem da construção civil. Não podemos ignorar esses números. Por isso, o que propomos é uma espécie de ‘dieta’ neste setor: menos concreto, menos aço e mais madeira”, declara.

Para o engenheiro, a popularização da madeira hoje esbarra na falta de conhecimento dos profissionais de Arquitetura e Engenharia. No caso da madeira engenheirada, por exemplo, uma madeira proveniente de floresta plantada e utilizada pela Carpinteria em suas obras, Dias cita que pelo material ser colado, é possível eliminar todos os nós e, assim, alcançar peças muito mais resistentes e mais homogêneas.

“Pode-se confiar nas propriedades deste material, porque quando se cola a madeira, ela torna-se tão resistente quanto o aço. Com o aumento do uso da Madeira Laminada Colada e do CLT, praticamente temos um produto 100% homogêneo e de alta confiabilidade. Portanto, para a madeira se tornar mais popular, basta haver incentivos de informação. Uma vez que se quebra o preconceito, os profissionais envolvidos nesta cadeia nunca mais serão os mesmos! Aconselho acompanhar sites internacionais de Arquitetura, como por exemplo o Dezeen e o Archdaily. 50% das publicações atuais são em madeira”, afirma.

Sobre os preconceitos que envolvem a construção com madeira, como por exemplo o medo de o material não ser resistente ao fogo ou ser mais suscetível ao ataque de insetos, o engenheiro garante que esses já não são mais problema há muito tempo. Segundo ele, a madeira é extremamente segura, pois quando exposta ao fogo, cria uma “crosta carbonizada como proteção natural ao miolo” e, por isso, não deforma. “O aço, em 750°, deforma e cai. O concreto explode. Mas com a madeira não acontece nada disso. Na Europa já se sabe que a madeira é muito mais segura que o aço e o concreto. No Brasil esse assunto ainda é um grande tabu, mas diversos estudos realizados no Laboratório de Madeiras e Estruturas de Madeiras (LaMEM), da Universidade de São Paulo (USP), mostram a evolução da madeira na exposição ao fogo e provam o que estamos dizendo”, garante.

Para garantir toda a qualidade deste material, Dias alerta que é fundamental utilizar matéria-prima certificada e legalizada. Ele sugere que o profissional que vai especificar a madeira consulte associações, como o Green Building Council Brasil (GBC Brasil), o Leadership in Energy and Environmental Design (LEED) e o AQUA, por exemplo, que podem auxiliar na escolha dos materiais e métodos mais sustentáveis para a obra.

“O uso da madeira rende muitos pontos, já que é o único material estrutural que sequestra CO2 na sua produção. Além disso, hoje é possível fazer tudo com madeira, inclusive prédios. Precisamos apenas de estratégias que disseminem o uso desse material. Vamos ajudar a fazer isso, incentivando o uso e provando que a madeira pode ser usada para fins estruturais. Fora do Brasil os países estão há muitos anos na nossa frente. Na Europa, por exemplo, é obrigatório que 30% de toda construção tenha madeira por conta do sequestro de carbono. Tenho esperança que isso aconteça aqui no Brasil também. Por isso, um evento como o Simpósio Madeira & Construção é fundamental para reunir profissionais e entusiastas do uso da madeira na construção e, quem sabe, ditar o que será feito no futuro da construção em madeira no Brasil”, completa.

 

Fonte: Interact Comunicação – Assessoria de Imprensa Apre

agosto 7, 2017

Simpósio irá discutir benefícios da madeira na construção

Encontro vai acontecer nos dias 20 e 21 de setembro, em Curitiba (PR)

Para falar sobre construção sustentável e divulgar os benefícios da madeira como matéria-prima da construção civil, a Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (Apre), em conjunto com universidades, promove a quarta edição do Simpósio Madeira & Construção, entre os dias 20 e 21 de setembro.

A palestra de abertura será com a professora do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (IAU-USP) Akemi Ino, que vai falar sobre a sua experiência na construção com madeira no Brasil. Ainda pela manhã, o professor Ricardo Dias, da Universidade Estadual de Maringá (UEM), vai abordar o tema “Suprimento de madeira”. Para fechar o primeiro dia, o engenheiro Alan Dias, da empresa A Carpinteria, e o arquiteto Gabriel Kogan, do Studio MK27, vão fazer uma palestra para mostrar todos os detalhes de um projeto em madeira que desenvolveram em conjunto.

No dia 21 de setembro, os participantes poderão acompanhar ainda as palestras da arquiteta Leiko Motomura sobre o tema “Conforto ambiental”, para mostrar a relação do homem com os biomateriais; do professor Calil Neto, da Universidade de São Paulo (USP), que irá falar sobre “Madeira engenheirada”; Cristina Xavier e Hélio Olga apresentarão o projeto da “Vila Taguaí”. Para fechar a programação, será apresentada a proposta do “Núcleo de Referência em Tecnologia da Madeira”.

O simpósio será no auditório do Centro de Ciências Florestais e da Madeira (Cifloma), localizado no campus Jardim Botânico da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

julho 27, 2017

Arquiteta fala sobre os desafios da construção com madeira no Brasil

Com uma experiência de 30 anos na área de projetos e construção com madeira, a professora do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (IAU-USP) Akemi Ino já enfrentou muitas barreiras e dificuldades para disseminar a madeira como material construtivo. Ao longo dos anos, ela desenvolveu inúmeras pesquisas na área e trabalhou para quebrar o preconceito que existe em torno da madeira, tentando mostrar o quão valiosa é esta matéria-prima e o potencial excepcional que tem. Para ela, a madeira é uma das melhores opções pra construção civil e, por isso, o seu uso precisa ser incentivado. Para sensibilizar os profissionais e estudantes para a dimensão da importância do material, a professora fará a palestra de abertura do 4º Simpósio Madeira & Construção, que acontece entre os dias 20 e 21 de setembro, no auditório do Centro de Ciências Florestais e da Madeira (Cifloma), localizado no campus Jardim Botânico da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

“Vou contar a minha experiência, a experiência de pesquisar madeira e de fazer projetos utilizando esse material. Também vou falar sobre os sucessos e os insucessos, mostrando que este é um campo desafiador e bastante atual. Quando comecei a trabalhar nesta área, dizia que a madeira era o material do futuro. Agora, tenho certeza que esse é o material do presente e, de fato, o planeta e a construção civil precisam marcar presença com esse material. Vou mostrar minhas pesquisas e intervenções, as ações na realidade social. Quero incentivar os estudantes e profissionais e mostrar que vale a pena enfrentar os desafios para utilizar a madeira, pois o mercado e a sociedade necessitam disso”, destaca.

Para que a madeira se torne mais popular, Akemi afirma que é preciso continuar o trabalho de incentivo, pois o mercado de construção ainda está preso aos velhos paradigmas da construção, ao método convencional. A professora ressalta que o objetivo dela não é tirar o concreto, o aço ou o cimento da construção, mas, sim, mostrar a opção mais positiva, para que todos possam compreender essa mensagem. Segundo ela, especificar madeira e seus derivados nos projetos é uma forma de inovação, pois inovar é aplicar o que existe de mais tecnológico no mundo e que pode trazer grandes contribuições para o mercado e também para o meio ambiente.

Para isso, ela reforça que os profissionais que especificam a madeira precisam ter conhecimento, segurança e garantia de que o material é realmente viável, e isso exige formação mais consistente. De acordo com a professora, os estudantes estão sentindo falta desse tema nas universidades, já que a informação hoje é muito acessível. Ela comenta que os acadêmicos estão atentos às mudanças tecnológicas, às mudanças climáticas etc e acompanhando o que está acontecendo nos países desenvolvidos e a forma como as escolas de Arquitetura e Engenharia estão encarando toda essa discussão.

“Acredito que estamos prestes a dar um salto, pois os estudantes estão se esforçando para serem profissionais aptos a projetarem com madeira. Também existe muito preconceito com relação à madeira. Mas nós, que temos o conhecimento, precisamos disseminá-lo, divulgar a viabilidade real, e os estudantes estão precisando disso e estão pedindo. Precisamos mostrar que existe tecnologia e que pode especificar a madeira, sim. Que é um material seguro, desde que se tenha controle da execução e da especificação. Por isso o conhecimento é fundamental”, comenta.

Ainda segundo Akemi Ino, outro desafio para que o tema possa avançar é fazer a integração da cadeia como um todo: o setor produtivo precisa pensar em florestas para o uso na construção civil, produzindo madeira que atenda às exigências de qualidade para esse fim; e o segmento acadêmico precisa formar profissionais em todas as áreas, desde o manejo florestal e plantio até o processo de produção na serraria. De acordo com a professora, um grande problema é que muitas vezes os arquitetos e engenheiros especificam a madeira, mas não encontram produto de qualidade ou mão de obra especializada. Por isso ela sugere que deve haver uma “integração total”.

“Não é um desafio simples, mas acho que estamos caminhando. Temos uma base, agora precisamos dar outro passo para o uso da madeira. Por isso, ter um evento como o Simpósio Madeira & Construção é fantástico, essencial e imprescindível. O estado do Paraná está à frente de qualquer outro Estado nessa discussão. Em São Paulo, por exemplo, o setor industrial não está organizado, enquanto que o Paraná está organizado e pensando em ações. Esse encontro é uma excelente oportunidade para todos, porque não fica focado somente nos acadêmicos discutindo o ideal, mas reúne profissionais e também o mercado, o que é uma excelente e necessária articulação. Fiquei muito honrada em ser convidada a participar”, completa.



Inscrições online até 15/09/2017, às 18h

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